Avaliação Processual.
O ser humano está em todo momento fazendo histórias, construindo coisas mesmo nas cidades pequenininhas feito Olhos D’ Água. Logo é transformar essas histórias em vivencias artísticas, primeiro passo a ser seguido é as pegadas artísticas espalhadas em diferentes espaços dentro da comunidade em formas de expressões, trabalhos, idéias e pensamento que através da arte mudaram posições,coisas,revolucionaram e criaram expectativas e transformaram atitudes. Abrir as janelas e se permitir, buscar o novo incrustado no velho, as descobertas no percurso foram aos poucos absorvidas pelo grupo e descobrimos que arte neste lugar sempre pregou uma modernidade através de seus autores pedagógicos que tiveram uma preocupação de inserir desde cedo a arte no contexto educacional ,particularmente por causa do sincretismo religioso .Iniciar um trabalho pegando o gancho na crença popular para finalizar dentro do contexto educacional foram as estratégias usadas por educadores da Universidade de Brasília que dês há muito ,se instalou no lugarejo. A partir do Estagio e da FAV/UAB nos proporcionou a liberdade de se permitir conhecer e reciclar as idéias e descobrir que o mínimo de conhecimento que se possui trás mudanças gigantescas rompendo com barreiras e nos alargando as fronteiras e entendendo que ainda não saímos do território, mais estamos prestes, após esta a enveredar por lugares que nem imaginávamos .Estes são os sentimentos que interage com os saberes que são absorvidos a medida que são instalados dentro de cada um .
Quando no primeiro momento do Estágio I, foi pedido que fossemos as ruas para mapear a cidade, apreensiva tivemos dificuldades, sem entender, achava desnecessário, habituado ao sedentarismo esforçava por abrir as janelas e as portas e sair por ai por possíveis locais de arte, logo a ansiedade passou e pode ter significativas experiências,vi o sol e andei ao ar,ouvi o silvo dos ventos e o barulho dos pássaros e encontrei com pessoas ouvi suas histórias e outras vezes reclamações sobre a prestação de serviços da Prefeitura.Enfim quando finalmente encontrávamos o endereço local de Ateliês, percebemos um mundo dentro da cidade e o desenvolvimento destas como meio de expressão e sobrevivência.Questionamentos foram sendo enumerados em relação a sobrevivências dos artistas e a dificuldades destes para se firmar no mercado. As experiências vão somando no que podemos aplicar na elaboração dos currículos. Arte como apreciação, como repasse de cultura ou de resgate cultural e arte como produto para o mercado sem dizer que podemos explorar o ateliê como espaço de criação e produção ver os processos os matérias utilizados os meios de como é feito, outra coisa é explorar as experiências do artista como palestras agendadas,ampliando o currículo.Assim há uma interação da escola e comunidade uma educando a outra mutuamente.
O contato com a escola nesse segundo momento do Estágio II foi do interno para o externo, PDE/PRESTAÇÃO DE CONTAS/MERENDA/PPP e toda a pratica burocrática como o SIGE. A Diretora da escola escolhida para este Estágio nos fez a questão de nos mostrar tudo para que pudéssemos entender o que é a escola. O segundo passo foi conhecer a história da escola a planta baixa mapeada e a luta diária para manter a educação como foco de transformação e mudanças, o espaço físico da escola também foi bastante explorado como o prédio, os espaços da escola como também sua ocupação tanto por objetos como por atuação de pessoas, salas de aulas, banheiros, bibliotecas, depósitos, secretaria, laboratório de informática,sala de professor e cantina, como é o trabalho diário na escola e como é ser mediador na escola. Bem como o pátio e o espaço periférico.
O conteúdo adquirido nas ruas no primeiro momento do estagio I ,foi bastante importante no sentido de ter equilíbrio dentro da classe do 9ºAno ,amparados por conhecimento, podendo ter em nossa fala inicio meio e fim,com a clareza de exposição fazendo entender o propósito da presença do grupo ali,exploramos a fotografia como ação/pedagógica.Nesse momento sentimos que estávamos falando a mesma língua que os alunos,uma proposta moderna,leve proporcionando a cada um de ser autor de suas próprias narrativas a refletindo um pouco demos conta do quanto somos responsáveis quando somos denominados professor/orientador/mediador.Possibilidades de inovar ministrar com conhecimento segurança e tudo o que conquistamos através da organização por isso a imprescindível o planejamento,aliás como tudo que é bem sucedido.Na verdade para o professor de arte este é desafio a parte por ter ciência de que somos pesquisadores elaboradores do conteúdo a ser aplicado.As experiências midiáticas como o Blog do Estágio o processo de criar nos abriu também para a arte digital que em pouco tempo tomou um enorme espaço sugerindo novos artistas no disigner digital e com o próprio ambiente do AVA,a rede de pesquisa Google e a internet de modo geral,USBs e fotografia digital amplia as experiências nos atualizando frente aos acontecimentos e a realidade nos colocando em pauta com o pensamento e os fazeres desta geração.
O terceiro momento do Estágio III, com a idéia amadurecida ,saí as ruas e entrei nos espaços estranhando o familiar em busca de uma porta onde pudesse explorar as histórias exatamente aqui me permitir a experimentar a poética através de leituras metódicas e inspiradas de minha porta, o caminhar foi nos envolvendo por que ,não sabia onde terminaria.As vezes caminhava e voltava com a sensação de vazio,era frustrador,logo depois nos espaços de dias e se envolvendo nas histórias de vida das coisas por aqui,ia matando a grande charada.Eureca!Achei minha porta. A casa da Lú este é um espaço de convivência e descobertas mil, em cada canto têm uma passagem que leva a outra dimensão, pois a casa da Lú não se divide em cômodos, mas em dimensões, para crianças de todas as idades, basta apenas adentrar para navegar por este universo tridimensional, que se chama H2OLHOS, aberta aos moradores de Olhos D’Água sem formalismos.
Ampliou nos a visão porque este espaço tem toda uma história com meio ambiente e sua família é de artistas alguns afamados, bem a sua história me abriu portas, como era fácil organizar um teatro, logo montei um grupo, pensei em trabalhar com mascaras indígenas ter toda aquela encenação artística visual, não deu certo embora o grupo rompeu sozinho e vai se apresentar na próxima feira de trocas movimento cultural local.Então o gancho foi o Desenvolvimento Sustentável para combinar com minha porta,a idéia foi tomando proporção,pois devia ser também A Intervenção Artístico/Pedagógico, o questionamento foi gerado em mim com respostas da seguinte forma ,por que deveria reunir um grupo em meu favor?Para servir apenas enquanto durasse o Estágio,a consciência foi logo gritando,é puro egoísmo! A tarefa foi planejar, algumas estratégias e reuniões na parca da cidade, dali fui tirando pessoas que gostavam de arte,na verdade,o conceito de arte é a sensibilidade da criatividade e do belo segundo o pequeno grupo,nos acertamos ,nos reunimos poucas vezes ,coloquei a importância do estágio,a finalização deste trabalho,mais que não se preocupassem não por que em troca desse favor eu abriria um blogger para expor os trabalhos na internet até mesmo a criação de um site se preciso for,outra coisa boa era o espaço que poderiam vender suas peças quando criadas em uma lojinha e na banca da feira local e também de Alexania pois havia conseguido uma parceria significativa e bastante interessante.A proposta é voltada para tomada de consciência ambiental,vamos nos desenvolver combinando preservação do meio em que vivemos ,logo depois foi recolher o lixo e ir atrás de garrafas petis,pneus de motocicletas e recipientes de plásticos conciliando com restos de coisas,como retalhos ,madeiras,sementes etc..Deu certo.O grupo de três pessoas ,já faturou mais de 630 reais desde o dia que começamos ,parece ser muito pouco mais é significativo para quem não ganhava nada .E importante dizer que não houve gastos só mão de obra e que o grupo de oito pessoas restaram apenas três,o que deu errado foi só isso em relação a esta segunda proposta ,as necessidades do presentes são atendidas sem prejuízos para o futuro no que dizem respeito a natureza.Aprendemos a separar o lixo orgânico e o seco.Fazer uma seleção do lixo e também se tornar missionários desta idéia e proliferá-la na comunidade pelo o menos,assim a cidade vai educando e sendo educada para as questões artísticas ambientais.Conclui se que através das experiências adquiridas das vivencias proporciona o conhecimento ampliando a visão sendo capaz de perceber as influencias artísticas e o quanto de comunicação que estas carregam entendi que tudo o que existe tem uma história que deve ser respeitada mais as vezes amamos mais as coisas do que as pessoas este valor a cidade educadora nos mostra que devemos amar as pessoas mais do que as coisas olhando o potencial de cada um e o universo que existe dentro do ser humano ,cada um tem seus saberes seus caminhos, sua bagagem cultural e esta no mediador a capacidade de contribuir a de instigar a ampliação destes saberes,de fazer analises e refleti-lás dentro da cultura visual conhecer e discernir o processo de ensino/aprendizagem o relacionamento que toda esta vivencia se aplica no convívio de aluno/professor nas descobertas midiáticas ,na interpretação textual e textual imagética ,até mesmo , o causo de um lavrador ou uma expressão em silencio alfabetizar para aprender ler os olhos as placas e a mundo e a vida em seus significados mesmo nas crises existenciais,assim sendo as ações pedagógicas são ampliadas pois os que nela atuam datem informação e conhecimento.
Aluna. Camélia Alves Jardim Parente.
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